Diariamente, o consumidor brasileiro recebe milhares de estímulos publicitários, como banners, notificações, e-mails e vídeos patrocinados. Boa parte desse conteúdo é ignorado, filtrado ou esquecido antes mesmo de gerar qualquer reação.
Com esse excesso de estímulos, o marketing tradicional perde força, e a pergunta que resta para o varejo não é mais sobre quanto investir em mídia, mas sobre como permanecer relevante dentro da jornada do consumidor. Nesse contexto, produzir conteúdo deixou de ser tarefa exclusiva de veículos de imprensa ou influenciadores.
Aos poucos, o varejo também assumiu esse papel, sobretudo dentro dos próprios canais digitais que já pertencem à marca, como o Super App.
O que muda quando o varejo fala além da oferta?
Em muitos casos, a comunicação do varejo se resume a anunciar promoções, descontos e datas comerciais. Embora esse tipo de mensagem continue relevante, sozinho, já não sustenta o vínculo com o shopper.
Quando a marca passa a oferecer experiências de valor percebido, como dicas, receitas ou orientações de consumo, a relação com o cliente ganha outra camada, menos transacional e mais próxima do que ele busca ao abrir o aplicativo.
Um exemplo simples ilustra essa mudança. Em vez de apenas informar que há promoção no açougue, o varejista pode indicar os melhores cortes para um churrasco de fim de semana ou sugerir o ponto ideal de cada peça. Embora pareça pequena, essa diferença altera o motivo pelo qual o cliente volta a acessar o app, que passa a ser também um lugar de utilidade, não só de busca por desconto.
Quais formatos ajudam a diversificar o conteúdo no varejo?
Para além das dicas soltas no feed, o varejo pode variar os formatos usados dentro do próprio Super App, sem se limitar a um único tipo de publicação. Guias de compra, comparativos entre produtos, pequenos vídeos e conteúdos interativos, como quizzes ou calculadoras, ajudam a manter a experiência mais dinâmica e reduzem a repetição de um mesmo padrão de comunicação.
No varejo alimentar, essa variedade pode aparecer de forma simples: uma receita sazonal, um comparativo entre marcas de determinada categoria ou um vídeo curto explicando como escolher um produto. Assim, cada modo atende a um momento diferente da jornada do shopper.
Por que esse tipo de conteúdo fortalece o engajamento?
Segundo o e-book Audiência Gera Resultado, da Rock Encantech, o brasileiro passa em média 79 minutos por dia em plataformas digitais multifuncionais, entre elas os aplicativos de varejo. O mesmo levantamento aponta que 42 milhões de pessoas já utilizam ativamente apps de redes varejistas brasileiras, e que um em cada três celulares no país tem aplicativos de ecossistemas digitais nativos.
Diante desses números, observa-se que o consumidor já dedica tempo considerável a esses ambientes. Contudo, ocupar esse espaço apenas com oferta reduz o aproveitamento dessa atenção.
Quanto mais a experiência gerar valor percebido ao dialogar com o momento, a estação ou a rotina do shopper, maior tende a ser a permanência dentro do app, aumentando também as oportunidades de conversão.
Case Amigão: quando a oferta e o conteúdo ocupam o mesmo espaço
No Grupo Amigão, rede com 66 lojas em três estados brasileiros, o feed do aplicativo não é dedicado só a promoções. De acordo com a gerente de CRM da rede, Ana Carolina Abou Anni, a comunicação passou a incluir dicas e receitas ligadas a temas do momento, como o inverno, dividindo espaço com as ofertas de forma equilibrada. Assim, a combinação aproxima o consumidor da marca, não apenas da promoção pontual.
Os dados da Rock Encantech complementam essa análise. Segundo o relatório Rock Encantech Insights: primeiro trimestre 2026 vs 2025, clientes fidelizados do atacarejo têm ticket médio de R$ 355,91, enquanto os não fidelizados ficam em R$ 180,45.
A diferença reforça a importância de estratégias que fortaleçam o relacionamento com o shopper ao longo da jornada. Quando o vínculo é construído também com conteúdo, e não só com desconto, a tendência é que a relação com o cliente se fortaleça, favorecendo um maior engajamento com a marca.
Rock Encantech: conteúdo, Super App e uma jornada integrada
Em uma aplicação prática, essa estratégia exige que o varejo enxergue o Super App como canal editorial, e não apenas comercial. Isso significa planejar conteúdos por sazonalidade, por categoria de produto e por perfil de consumo, sempre a partir de dados de comportamento já disponíveis na base de clientes.
Com o Super App da Rock Encantech, essa transição acontece de forma integrada, já que a mesma plataforma reúne CRM, dados de compra e espaço para comunicação personalizada. Assim, o varejista equilibra oferta e conteúdo dentro do mesmo ambiente, sem depender de canais externos para manter o cliente engajado.
Conheça as soluções em CRM da Rock Encantech e veja como o conteúdo pode se tornar parte da estratégia comercial do seu varejo.


