Diante de uma série de incertezas econômicas, o varejo alimentar brasileiro deve enfrentar diversos desafios ao longo deste ano. Ao mesmo tempo, a NRF 2026 (National Retail Federation), a maior feira varejista do mundo, apontou algumas das principais tendências tecnológicas no setor.
Com o consumidor mais atento e exigente, a experiência de compra deverá passar por mudanças guiadas por estratégias que visam não só fidelizar o cliente, mas encantá-lo. O uso da IA e o aumento da concorrência phygital também são destaques.
Confira no texto a seguir algumas das principais tendências e desafios para o setor em 2026.
Desafios no varejo alimentar em 2026
A competição no varejo alimentar vem se tornando cada vez mais complexa, com novas regras, jogadores e modalidades surgindo a todo momento. Todos esses fatores impactam o comportamento do shopper e fazem com que as marcas estejam em constante adaptação.
Veja a seguir alguns dos maiores desafios que o varejo alimentar terá que lidar em 2026:
1 – Competição phygital
Embora o varejo alimentar tradicional sempre tenha sido competitivo e vencedor, a competição phygital mudou completamente as regras.
Hoje, o concorrente do supermercado não é apenas o supermercado vizinho, que está nas suas áreas de influência primária e secundária: é o app que o shopper abre por impulso, é o marketplace que entrega no mesmo dia ou na próxima hora; é o algoritmo que conhece o cliente, seus desejos e sua necessidade melhor que ele mesmo; é o feed que influencia desejo antes da necessidade.
A competição deixou de ser entre lojas. Agora, é entre ecossistemas ou plataformas.
“A jornada de compra está ficando mais curta, mais densa e mais influenciável. Quem aparece antes e fornece conteúdo relevante e assertivo transforma intenção em preferência. E quem oferece tudo isso de forma simples transforma preferência em compra. Vence quem entrega mais contexto, reduz atrito, prevê e personaliza melhor”, explica o VP de Inteligência e Mercado da Rock Encantech, Fernando Gibotti.
2 – Operação omnichannel
Da mesma forma que o phygital vem se tornando a principal característica dos concorrentes, a transformação do varejo alimentar em uma operação omnichannel vem se mostrando um desafio inevitável para o setor.
A omnicanalidade exige dados para maior precisão. Entender como o cliente se comporta na loja física e como ele se comporta durante a navegação no app é essencial para que a rede compreenda as preferências do shopper em cada ambiente e faça as adaptações necessárias para melhorar a experiência de compra.
3 – Transformação demográfica

O perfil da população brasileira está mudando. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país deverá ter uma redução populacional significativa a partir de 2030. Enquanto as famílias estão ficando menores, o número de idosos apresenta crescimento.
Essas mudanças impactam diretamente nas preferências por categorias específicas. Um dos maiores exemplos é o aumento da procura por alimentos e produtos saudáveis.
“Jovens e idosos estão abandonando o consumo de álcool. A praticidade que era buscada até poucos anos atrás e que foi suprida por produtos industrializados ultraprocessados começa a perder espaço para produtos frescos preparados ou semipreparados. A cada dia cresce a consciência do consumo e a busca por produtos com menos sódio, menos açúcar, menos gordura saturada e menos aditivos”, afirma Fernando Gibotti.
Neste cenário, o varejo alimentar passa a ter a necessidade de adaptar o seu estoque e sortimento para acompanhar as mudanças de comportamento em diferentes faixas etárias.
4 – A conquista da atenção e da audiência
Um dos maiores desafios do varejo alimentar não está na gôndola nem no sortimento, mas sim em capturar a atenção e a audiência dos shoppers. Com o consumidor cada vez mais impactado por conteúdos nas plataformas digitais, nunca foi tão difícil conquistar alguns segundos do tempo de um cliente.
A compra não acontece mais em linha reta — ela acontece em espiral, dentro de um fluxo contínuo de distrações e gatilhos emocionais. A pergunta não é mais “como chamar a atenção?”, e sim “como estar presente no exato momento em que a intenção nasce?”.
“A atenção se conquista com inteligência e se mantém com encantamento. Quando conseguimos responder essa questão, deixamos de disputar atenção e passamos a merecer atenção. Deixamos de competir por segundos na tela e passamos a ocupar espaço na mente e no coração do shopper”, completa Gibotti.
Tendências no varejo alimentar em 2026
Além dos desafios, o ano de 2026 também reserva espaço para o avanço de soluções que podem ajudar a lidar com os principais dilemas do varejo alimentar. Veja a seguir algumas tendências que prometem estar em alta neste ano:
1 – Inteligência artificial como ferramenta básica
Destaque nas duas últimas NRFs, a inteligência artificial já não é mais considerada um diferencial no varejo alimentar, mas sim um requisito básico para que as redes consigam manter a competitividade.
A conversa deixou de ser “se” a IA será adotada e passou a ser “como” ela já está sendo aplicada na criação de experiências personalizadas, redução de atritos e no aumento da eficiência.
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2 – Fator humano nas decisões estratégicas
Mesmo com o avanço acelerado da inteligência artificial, o fator humano segue sendo decisivo nas estratégias do varejo alimentar. Em 2026, a tendência é que marcas que souberem equilibrar tecnologia com sensibilidade humana sejam bem-sucedidas.
Os dados mostram padrões e oportunidades, mas é o olhar humano que ainda valida contextos e toma a decisão final. No varejo alimentar, isso é ainda mais relevante, pois os hábitos de consumo variam de acordo com cultura local, renda, clima, sazonalidade e estilo de vida.
Um algoritmo pode sugerir ajustes de sortimento, mas é o gestor quem entende se aquela mudança faz sentido para o público daquela loja ou região.
3 – Foco na experiência de compra

A experiência de compra deixou de ser um fator secundário e passou a ocupar o centro das estratégias do varejo alimentar.
No ambiente físico, a experiência começa muito antes da gôndola, com layouts mais intuitivos, bom atendimento e destaque para os produtos frescos. Esses elementos influenciam não só no tempo de permanência na loja, mas também no ticket médio.
No digital, a experiência está diretamente ligada à facilidade de navegação, rapidez no checkout, clareza das informações e previsibilidade na entrega. Plataformas de e-commerce alimentar que oferecem listas inteligentes, personalização de ofertas e múltiplas opções de retirada se tornam preferidas pelo consumidor.
4 – Uso da Retail Media
A retail media surge como uma das tendências mais fortes para 2026 ao transformar supermercados e atacarejos em plataformas de mídia. Mais do que uma nova fonte de receita, essa modalidade ajuda a transformar a relação entre varejistas e consumidores.
No varejo alimentar, a grande vantagem da retail media está no acesso a dados primários de alta qualidade. Informações sobre comportamento de compra, frequência, preferências por marca, categorias e momentos de consumo permitem campanhas extremamente segmentadas e relevantes.
Diferentemente da mídia tradicional, a comunicação acontece próxima ao momento da decisão, seja no e-commerce, no aplicativo ou dentro da loja física, aumentando as chances de conversão.
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